quarta-feira, agosto 04, 2010

Conferência Para Famílias Na Palestina

Na primeira semana de agosto ocorre a Conferência Árabe Cristã para as famílias e líderes jovens na Cisjordânia. Ore para que eles cresçam na fé e unidade e para que o Corpo de Cristo seja fortalecido através dessas conferências. Ore pelo líder cuja esposa é asiática. Pela primeira vez, em dez anos, sua permissão de residência não foi concedida; ore por ele, por sua esposa e pelos filhos, para que possam permanecer unidos em família. 


O território conhecido hoje como Palestina, ou Territórios Ocupados Palestinos, é formada por duas regiões distintas: a Cisjordânia, ao norte do Mar Morto, fazendo fronteira com a Jordânia; e a Faixa de Gaza, na costa do Mar Mediterrâneo, fazendo fronteira com o Egito.

História

A Palestina é a terra em que habitavam os cananeus dos tempos bíblicos. Conquistada pelo Egito, pelo rei Davi, Alexandre, o Grande, entre outros, essa região tem sua história marcada por conflitos.

Em 1516, o Império Otomano conquistou Jerusalém, que ficou sob seu poder até o fim da I Guerra Mundial. Durante essa guerra, a Inglaterra prometeu ao príncipe árabe a independência das terras árabes. Mas, ao mesmo tempo, o ministro das Relações Exteriores britânico prometeu o estabelecimento de uma "pátria judaica" na Palestina.

A Inglaterra não tinha poder nenhum sobre o território, mas recebeu autoridade sobre a região em 1922 com um mandato da Sociedade das Nações. A partir daí começou uma migração maciça de judeus à área.

Em 1936, os palestinos começaram a protestar contra a imigração. A Inglaterra então propôs dividir a Palestina em dois Estados. A ideia foi rejeitada, mas a ONU, em 1947, aprovou um novo plano de divisão. No ano seguinte, Israel passou a existir.

Depois de uma série de acordos assinados entre 1994 e 1999, Israel transferiu à Autoridade Palestina a responsabilidade pelas áreas povoadas por palestinos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza.

As negociações para determinar o status permanente dessas duas regiões, entretanto, culminaram na intifada (revolta) dos palestinos em setembro de 2000. Isso porque forças israelenses reocuparam áreas controladas por palestinos.

A data proposta para se firmar esse acordo de status permanente foi adiada indefinidamente por causa da violência e de acusações feitas por ambos os lados envolvidos.

Governo

Depois da morte do líder palestino Yasser Arafat, em 2004, Mahmud Abbas, do partido Fatah, foi eleito presidente da Autoridade Palestina em janeiro de 2005.

Um ano depois, o Movimento de Resistência Islâmico, Hamas, ganhou o controle do Conselho Legislativo Palestino. A comunidade internacional recusa-se a aceitar o governo do Hamas, pois este não reconhece o Estado de Israel, não abre mão da violência e não honra acordos de paz previamente feitos entre Israel e a Autoridade Palestina.

O relacionamento entre o governo de Mahmud Abbas e o Hamas tem sido marcado por conflitos e acordos desrespeitados. Isso tem custado caro aos civis palestinos, que acabam feridos e até mortos durante os embates.

A Igreja

O cristianismo existe na região desde a época de Cristo. Os primeiros "cristãos" foram os judeus que creram em Jesus; depois foram os convertidos que se mudaram para a "Terra Santa".

Sob a autoridade islâmica, os cristãos sempre foram uma minoria, mas com o direito de viver e praticar sua religião.

Do trabalho de missões estrangeiras no Oriente Médio nasceu a igreja evangélica, que difere das igrejas tradicionais no que diz respeito à pregação do evangelho. As igrejas tradicionais não tentam evangelizar os muçulmanos, ao passo que as evangélicas creem que o evangelho deve ser compartilhado com todos.

Integrar-se às igrejas tradicionais não é fácil. Assim, os convertidos acabam se reunindo em congregações separadas, quase sempre fazendo seus cultos em secreto.

Atualmente há 37.500 cristãos na Cisjordânia e 2.500 na Faixa de Gaza.

A perseguição

A perseguição que os cristãos sofrem na Palestina se deve mais à guerra e ao aumento do radicalismo islâmico.

A Autoridade Palestina não possui Constituição, mas a Lei Básica respeita a existência de outros grupos religiosos e a liderança geralmente respeita isso também.

Contudo, a Lei Básica afirma que o islamismo é a religião oficial e que os princípios da sharia (lei islâmica) devem ser a principal fonte da legislação.

A situação em Gaza é mais difícil do que na Cisjordânia. Além das difíceis condições de vida, os cristãos sentem-se ameaçados pelo governo do Hamas.

A Igreja Batista de Gaza, dirigida pelo pastor Hanna, foi pega em meio ao fogo cruzado. Ela já foi invadida pelo Hamas nos conflitos de 2007 contra o Fatah, e bombardeada durante os conflitos entre Israel e Hamas em 2008-2009.

Desde o assassinato de Rami Ayyad em outubro de 2007, a situação para os cristãos de Gaza tem mudado. Eles se sentem mais vulneráveis, experimentando a influência cada vez maior do radicalismo. As mulheres cristãs, por exemplo, são criticadas na rua por causa da forma como se vestem.

Boa parte dos poucos cristãos palestinos que vivem na Faixa de Gaza deixou a região e ainda não retornou. A única livraria cristã da cidade, da qual Rami era diretor, está fechada e sem previsão de reabertura.

Alguns dos cristãos que continuam em Gaza não vão à igreja porque não acham seguro ir até lá.

Já os convertidos vindos de outras religiões são pressionados, ameaçados e convocados à delegacia para interrogatórios.

A situação na Cisjordânia é melhor se comparada a Gaza. Os cristãos sofrem com a situação econômica ruim que atinge toda a população. Não há trabalho, perspectiva, futuro. Os cristãos da Cisjordânia não têm condições financeiras para sair, ou também não têm aonde ir. Mas alguns deles ficam na cidade porque se sentem chamados pelo Senhor para serem luz de Cristo onde vivem.

Motivos de oração
 
1. Ore por paz. Peça ao Senhor para derramar Sua paz no coração dos cristãos que vivem amedrontados e incertos quanto ao futuro.

2. Ore pelos cristãos que sofrem com o desemprego. Eles têm dificuldades para criar seus filhos. Ore para que sejam constantes em sua fé e não desanimem, mesmo sendo parte da minoria.

3. Interceda pela comunidade cristã de Gaza. Que eles recebam graça e coragem para confiar na provisão e na fidelidade do Senhor. Ore em especial por aqueles que recebem ameaças ou que são convocados para interrogatórios.

terça-feira, agosto 03, 2010

Amor na latinha de Leite

Amor na latinha de Leite


Dois irmãos maltrapilhos, provenientes da favela; um deles de cinco anos·e o outro de dez, iam pedindo um pouco de comida pelas casas da rua que beira o morro. Estavam famintos. - Vá trabalhar e não amole - ouvia-se detrás da porta.

- Aqui não há nada moleque - dizia outro.

As múltiplas tentativas frustradas entristeciam as crianças ... Por fim, uma senhora muito atenta e bondosa, disse-lhes:

- Vou ver se tenho alguma coisa para vocês ... Coitadinhos!

Ela voltou com uma latinha de leite. Que festa! Ambos se sentaram na calçada. O menorzinho disse para o irmão maior:

- Você é mais velho, tome primeiro. E olhava para ele com seus dentes brancos, a boca semi­ aberta, mexendo a ponta da língua.

O irmão mais velho, olhando de lado para o pequenino, leva a lata à boca e, fingindo beber, aperta fortemente os lábios para que por eles não penetre uma só gota de leite. Depois, estendendo a lata, diz ao irmão:

- Agora é sua vez. Deixa um pouquinho pra mim ... E o irmãozinho, dando um grande gole exclama: . - Como está gostoso!

- Agora eu - diz o mais velho. E levando a latinha, já meio vazia, à boca, não bebe nada. "Agora

você", "agora eu", "agora você", "agora eu", diziam eles.

E, depois de vários goles, o menorzinho, de cabelo encaracolado, barrigudinho, com a camisa de fora, esgota todo o leite da latinha ...

Esse "agora você", "agora eu", nos faz refletir, nos faz pensar em quão egoístas nós somos.

Fazemos assim com nossos filhos, porque não queremos que eles sofram, ou passem fome, frio, mas faríamos isto por alguém desconhecido?

E então, aconteceu algo extraordinário. O mais velho começou a cantar, a sambar, a jogar futebol com a lata de leite. Estava radiante, o estômago vazio, mas o coração transbordante de alegria. Pulava com a naturalidade de quem não fez nada de extraordinário, ou melhor, com a naturalidade de quem está habituado a fazer coisas extraordinárias sem dar-Ihes maior importância.

Que lição maravilhosa podemos aprender com essas crianças: "Quem dá é mais feliz do que quem recebe", É assim que nós temos de amar. Sacrificando-nos com tal naturalidade, com tal elegância, com tal discrição, que os outros nem sequer possam agradecer-nos o serviço que nós lhe prestamos.

Deus deseja usar aquilo que você tem consigo, assim como Ele usou uma bondosa senhora e uma latinha de leite. Você vai receber bênçãos incontáveis, quando Ele abrir para você as janelas do Céu. Cristo deseja encher a sua vida com o poder do Espírito Santo. Aceite. É de graça!

"Em tudo o que fiz, mostrei-lhes, que. mediante trabalho árduo devemos ajudar os fracos, lembrando as palavras do próprio Senhor Jesus, que disse: Há maior felicidade em dar do que em receber." Atos 20: 3 5
Fonte: Reflexões e vídeos

As Bem-Aventuranças

As Bem-Aventuranças


Bem-Aventurados os ricos espirituais que se destacam por sua alta espiritualidade, pois eles podem reivindicar o reino dos céus.

Bem-Aventurados os que se alegram com a queda do mundo, pois já passaram a época de sofrimento.
 
Bem-Aventurados os fortes, porque conquistam os territórios e possuem tudo que pisam com as plantas dos seus pés.
 
Bem-Aventurados os que já estão satisfeitos com a justiça dessa época, pois alcançarão maior comodidade e alívio para seus excessos.
 
Bem-Aventurados os disciplinadores, pois construirão uma comunidade só de espirituais.
 
Bem-Aventurados os moralmente corretos, pois se tornarão padrões.
 
Bem-Aventurados os guerreiros, pois chamarão deus de filho.
 
Bem-Aventurados aqueles que repousam em seus templos confortáveis por causa da conivência, porque incrivelmente já vivem o reino dos céus.
 
Bem-Aventurados sois quando, por vossa causa, vos aclamarem entre a multidão, e vos reconhecerem universalmente.
 
Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão na terra, pois assim trataram os grandes reis, falsos profetas, falsos apóstolos, bispos, pastores e líderes que viveram antes de vós.
 

REMÉDIO AMARGO DA PREGAÇÃO

REMÉDIO AMARGO DA PREGAÇÃO

3238193954_ebb9f2d6f8_mEste final de semana, mais uma vez, desci do púlpito com a impressão de que me excedi demais no tom de voz e na maneira de apresentar a mensagem. Que tarefa difícil pregar! Quem é suficiente para essa obra?

Há momentos que penso que muitos me acham neurótico em razão de algumas das minhas enfases na pregação. Enfatizo muito nas minhas mensagens o caráter incerto, árduo e fugaz da vida. Regularmente insisto na perdição metafísica e moral do homem sem Cristo. Não deixo de mencionar que a nossa condição é trágica, e que palavras tais como felicidade, alegria e paz, só fazem sentido no cristianismo. Esses conceitos são expectativas irracionais e irrealizáveis sem a esperança do evangelho. Sem as promessas cristãs é completa perda de tempo falar sobre eles.

O que deve deixar estas pessoas que preocupam-se com a minha saúde mental atônitas, é me ouvirem dizer que faço tudo deliberadamente. Prego sobre toda esta sorte de fatos trágicos para levar as pessoas ao desespero. Admito que, quem não crer no evangelho após me ouvir, vai viver pior.

O que posso fazer? São fatos. Fatos. O Espírito Santo é o Espírito da verdade. Onde quer que sua luz brilhe, seres humanos se depararão com as grandes verdades da vida. O cristianismo visa nos colocar com os pés no chão.

Deixe-me lhe dizer a razão de sermões considerados tão cruéis. O cristianismo não funciona na vida de quem não se encontra desesperado. Ninguém vai ao médico sem se sentir doente, especialmente quando descobre que sua enfermidade é grave. 

Não tenho a mínima intenção de fazer, como certos pensadores existencialistas fazem, com que pessoas sintam-se tão somente chocadas com fatos sobres os quais geralmente não pensam. Caso não tivesse resposta nenhuma para oferecer, ficaria calado, uma vez que não há sentido em dizer para as pessoas que a vida não tem sentido.

Prego desse modo porque sonho com uma geração que ame o evangelho a partir da compreensão do que ele representa para a vida humana. Em nenhum outro lugar encontramos boa notícia. Falo sobre informação que satisfaça a mente de quem, justamente por usar o cérebro, sabe que sem uma referência infinita, pessoal e graciosa, não há prazer na vida que possa livrar o ser humano do desespero existencial.

Peço graça a Deus para saber comunicar estas verdades com educação, originalidade e clareza. Rogo que Deus me preserve de todo comportamento no púlpito que possa fazer com que pessoas não me ouçam devido à minha forma mal educada ou caricata de pregar.

Porém, oro para que Ele nunca permita que deixe de pregar a sua Palavra, por mais ofensiva que ela seja, pois não há outra maneira de libertar o homem que não seja pela proclamação da verdade. Verdade que revela a extensão da sua desgraça e a infinidade do amor de Deus revelado em Cristo.


segunda-feira, agosto 02, 2010

FENÔMENO DA APOSTASIA

FENÔMENO DA APOSTASIA

2870240162_652bda4438_mApostasia ocorre quando pessoas que um dia receberam a verdade e manifestaram adesão a ela, dessa mesma verdade se afastam. Na Bíblia, afastar-se da verdade, não é apenas afastar-se de um conjunto de doutrina, mas afastar-se de Deus. 
O que afirmamos ser verdadeiro, determinará a forma como nos relacionaremos com Deus e o tipo de Deus com quem nos relacionaremos.
Essa forma de se relacionar, pode ser diferente da que foi prescrita pelo Deus verdadeiro. Não somos livres nesse campo. Não temos a liberdade de chegar à conclusão de que Deus tem que aceitar o nosso culto desde que seja sincero. Com sinceridade, pessoas, no passado, diziam adorar a Deus queimando seus filhos. Num passado mais recente, pessoas diziam adorar a Deus apoiando o apartheid, o nazismo e acumulação egoísta de capital; hoje, no Brasil, pessoas dizem adorar a Deus vendendo milagre em programa de televisão evangélico.


Afastar-se da verdade, representa não apenas pervertermos o culto verdadeiro, mas pervertermos a própria visão que temos de Deus. Podemos adorar um deus inventado por nós e convertido por nós a nós.


Apostasia pode ser progressiva e imperceptível. Pode começar com um problema moral que estamos enfrentando, e que nos leva a fazer o conjunto teológico inteiro a adaptar-se ao nosso desejo de encontrar justificativa doutrinária para algum pecado que amamos.

Pode corroer a nossa vida como cupim. Tudo desmorona subitamente em razão de uma corrosão progressiva, que tornou enfraquecidos os alicerces espirituais da nossa vida. Como, por exemplo, um conceito de graça que nos estimula a orar quando der vontade, a ler a Bíblia apenas no final de semana e frequentar igreja tão somente quando nossa agenda o permitir.


Rejeitar a verdade, depois de havê-la conhecido, é pior do que jamais ter ouvido falar sobre ela. Uma coisa é pecar nas trevas da ignorância, outra é pecar na luz do conhecimento da verdade revelada por Deus. Pior do que estar num quarto escuro e perceber as coisas com dificuldade -é apagar a luz do quarto-, e não conseguir enxergar mais nada, em razão do efeito da luz sobre os olhos, para os quais, agora -depois do contato com a luz-, as trevas se tornaram mais espessas. 



domingo, agosto 01, 2010

Uma Rádio - Pensar E Orar.

Gladir Cabral - Desapego
Maninho - Maltrapilho
Jorge Camargo e Taigo Vianna - Fale de Amor
Gladir Cabral - Rei do Universo
Maninho - Uma Coisa Só
Gladir Cabral - Abrigo
Tiago Vianna - Adorador
GLadir Cabral - Pétala Molhada

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OS CAMINHOS DA MÚSICA CRISTÃ NO BRASIL

OS CAMINHOS DA MÚSICA CRISTÃ NO BRASIL

Nelson Bomilcar

1. Introdução

Neste pequeno artigo/estudo, queremos fazer uma rápida análise história do uso da música na adoração e evangelização, entendendo um pouco mais de nossas raízes, de nossa herança, e também do que temos visto não só fora, como dentro da realidade no Brasil, além de termos mais alguns elementos para tentarmos tratar e lidar com as questões abaixo:

• Como podemos avaliar a herança que recebemos dos missionários? O que a história nos ensina e aponta?

• Como encarar a música produzida no Brasil hoje, tanto na adoração como na evangelização? Estamos abrindo mão do que cremos?

• Como encarar a cultura no processo criativo? Há limites que devemos respeitar na produção de música considerada cristã?

• Como lidar com as forças do marketing e de consumo tão presente em nosso meio?

• O que precisamos resgatar e não abrir mão na música que estamos fazendo?

• Tudo o que temos visto e ouvido pode ser considerado música cristã?É fundamental levarmos em conta o propósito da música na adoração e na evangelização. Adquirirmos informações e conhecermos mais do universo da música cristã, trará alguns balizamentos e ampliará nossos caminhos para a música que temos feito nas igrejas ou por músicos e compositores cristãos.

2. A música na adoração, nos primeiros séculos do cristianismo e seu desenvolvimento na reforma protestante.

• A música é uma forma legítima de expressão que pode e deve ser usada na adoração. O estudo histórico dos povos da Antiguidade sempre mostra o uso da música como forma de expressão e criatividade do homem.

• A música foi usada como parte das cerimônias civis e religiosas nas civilizações antigas. A música cantada ou tocada era uma importante manifestação do louvor do povo hebreu.

• Em 1 Crônicas 15:16-24 temos o registro do trabalho musical e de adoração feita pelos levitas, trabalho sério, profundo e organizado.

• O Salmo 150 mostra a universalidade da música e das inúmeras possibilidades de uso, considerando as diferentes realidades culturais.

• O uso terapêutico da música esteve sempre presente (modificou o estado de espírito de Saul, trabalha as emoções)

• O trabalho dos poetas cristãos eram foram sendo incluídos no repertório da igreja primitiva ( Ef 5.19; Col 3.16)

• O Novo Testamento mostra a dependência inicial das práticas judaicas.

2.1 Características da música na época da reforma
• Canto
• Instrumental

• Somente homens e meninos

• Ritmos dependentes dos textos•

Decreto de Constantino (ano313), Santo Ambrósio séc IV), São Gregório, papa de 590 a 604.
• Reforma: Lutero (1483-1546), poeta e músico organiza e busca um fortalecimento e depuração doutrinário e a música acompanha esta divisão eclesiástica, buscando suas distinções. A igreja nova procurou restaurar o canto congregacional. “Castelo Forte” torna-se conhecido como o hino da Reforma.

• Faz uso de melodias seculares para seus hinos e cânticos, num claro esforço na evangelização e popularizar as doutrinas da Reforma.

• Calvino se opôs ao uso de instrumentos musicais, cânticos e hinos com divisões e cujas letras não fossem extraídas das Escrituras.

• Historiadores musicais apontam o fato de que buscar melodias seculares para tornar a música cristã conhecida é um acontecimento familiar na história da igreja.


3. A música na Igreja no Brasil

Os primeiros cânticos evangélicos soam no Brasil no próprio século de seu descobrimento, o mesmo da Reforma. Vários alemães viajantes como Hans Staden, Heliodoro Fobano e Ulrico Schmidel divulgaram a música de Lutero e de outras cantadas pela igreja calvinista na Baía de Guanabara.

a. Primeiro culto evangélico em 1557
b. Século XVII: início da atividade de adoração e música.

c. Século XVIII: silêncio de manifestações musicais

d. Século XIX: hinos de criação anglo-americana trazidos pelos missionários. Período caracterizado pela organização dos hinários eclesiásticos (1855 a 1932) e depois de consolidação (1932). Período fértil na música.

e. Pouca preocupação com nossa cultura, e quase não houve contextualização.

f. Música Cristã Contemporânea (final da década de 60 e início dos 70). O Jesus Movement aconteceu de roldão em meio a um avivamento, onde Jesus e seus ensinos tinham grande ênfase, em vez da institucionalização das igrejas norte-americanas. O grupo musical Love Song teve grande influência nesta época, junto do ministério da Calvary Chapel, do pastor Chuck Smith.

g. O ministério Maranatha Music teve grande influência, principalmente na missão Vencedores Por Cristo, fundada por Jaime Kemp, onde autores de cantatas e hinos como Kurt Kaiser, Otis Skillings, Ralph Carmichael, Don Wyrtzen (PV) tiveram espaço.Correndo o risco de esquecer alguém, permito-me a um flash:Vencedores através de suas gravações e ministério evangelístico, veiculou músicas em novos estilos de adoração e evangelização. Outros trabalhos como da Palavra da Vida (Harry Bolback), e de estilos populares tradicionais como Feliciano Amaral e Luís de Carvalho ganhavam espaço também, e as primeiras gravadoras evangélicas aparecem. Grupos como Novo Alvorecer, Mensagem, PAS, Vozes da Verdade, surgem no cenário evangélico.

h. A gravação do disco “De vento em Pôpa”, rompeu definitivamente com as barreiras culturais, trazendo nomes como Aristeu Pires (Brasília), Guilherme Kerr (Campinas), Sérgio Pimenta (Rio), Artur Mendes e Edy Chagas (Bauru), Nelson Bomilcar, Sérgio Leoto e Gerson Ortega (São Paulo), etc.

i. Tivemos também uma influência do Jairinho Gonçalves e Paulo César (PV, Elo e atualmente Logos), do Janires (Rebanhão e MPC) na evangelização e música jovem, coincidindo com o trabalho de David Wilkerson no Brasil na recuperação de toxicômanos e da igreja Cristo Salva do saudoso Tio Cássio, Maurão no trabalho com crianças, Wolô, excelente poeta junto à ABU, Edilson Botelho (Jovens da Verdade), Som Maior, entre os jovens batistas, Grupo Café entre presbiterianos, cada um dentro de seus estilos, trazendo novos ares para a música cristã.

j. O trabalho de Asaph Borba junto a Seara Evangelística no Sul, hoje Comunidade de Porto Alegre, trouxe novo alento na adoração comunitária e influenciou grandemente a igreja no Brasil., tendo como parceiros de visão Adhemar de Campos (Comunidade da Graça) e Gerson Ortega (VPC, Semente e atualmente na Igreja Cristã da Família), Bene Gomes e Alda Célia com o ministério Koinonia desde 88. Destaque para o trabalho brasileiro do MILAD.

k. Vale o registro do trabalho de Jorge Camargo, Jorge Rehder e João Alexandre pelas inúmeras músicas de louvor e de conteúdo evangelístico registrados em cantatas, discos, CDS, fitas e partituras, além do trabalho contextualizado do Josué Rodrigues, Expresso Luz, Carlinhos Veiga e Quarteto Vida junto à Mocidade Para Cristo.

l. Inúmeros cantores, bandas, ministros de louvor e músicos como Kleber Lucas, Ana Paula Valadão (Lagoinha), Carlinhos Félix, Massao Suguihara, Jônatas Liasch (Natinha), Banda Rara, Oficina G-3, Koinonia (Vitória), Carlos Sider (Mensagem), Gladir Cabral, Arlindo Lima (Belém), Daniel Maia, Maurício Caruso, Maurício Domene, Quico Fagundes(Brasília), David Neto, Hilquias Alves, em trabalhos instrumentais, Cia de Jesus, Cântaro, Sal da Terra, Céu na Boca (Brasília), tem influenciado grupos e regiões diversas.

Na área de coros, hinos, partituras, educação e estruturação de trabalhos musicais em igrejas locais e instituições de ensino teológico-musical, tivemos grande influência de João Faustini, Jaci Maraschin, Almir Rosa, Fred e Edward Span, Dick Torrans, Simei Monteiro, Nabor Nunes, Nelson Mathias e Williams Costa Júnior, nas diversas denominações.

Louvamos a Deus pelo sopro do Espírito Santo em nossa nação nestas últimas décadas. Manifestações de poder, quebrantamento, mais informalidade e autenticidade, maior participação no louvor, edificação, cuidado maior em nossas instituições teológicas de ensino quanto a música, visão profética na adoração, são ganhos e conquistas que não podemos desprezar.

• Tivemos também de relevante numa história mais recente o que chamo de movimento gospel no Brasil, caracterizado mais com formas musicais diversas(pop, rock, etc), bem diferente do gênero gospel original e da música cristã mais comportada feita até então, objetivando alcançar jovens. Uniu-se a esta ênfase, uma visão e estratégia de marketing para popularizar o gênero na mídia, aproveitando da experiência de homens de publicidade, e de um trabalho que hora surgia, o Renascer em Cristo, o que realmente acabou acontecendo.

• Brother Simeon, Katsbarnea desenvolvem um trabalho musical de grande influência entre adolescentes e jovens.

4. O que estamos vendo hoje e o que podemos fazer?

Hoje o que vemos é um leque enorme de opções para a música chamada cristã: o da adoração, o da evangelização, o do entretenimento, atrelada perigosamente ao pano de fundo comercial definitivamente instalado no meio evangélico, o que tem provocado incursões dos artistas e gravadoras seculares cujo objetivo único é explorar no “mercado que representamos”.

Inúmeros cantores, cantoras e grupos têm surgido também em nossas igrejas locais, em função desta realidade.

A mensagem do evangelho tem sido sucateada, colocada em segundo plano, escondida em letras superficiais e que não ajudam a pessoas a conhecerem mais do Deus das Escrituras Sagradas. Pobreza poética, excesso de preocupação com a imagem, mais do que com a fidelidade à mensagem do evangelho que professamos ou com a integridade dos músicos.

Prova disso são as inúmeras “conversões” a uma mensagem que não contém mais chamada ao arrependimento e a uma entrega total ao Senhorio de Cristo. Uma mensagem açucarada, facilitada, sem preço.

Precisamos buscar a excelência no que se faz, isto é, integridade mais beleza e competência no trabalho musical. Pouco se investe no discipulado responsável de músicos em nossas igrejas locais.

Precisamos de moralização e ética em nosso meio. Necessidade urgente de se respeitar direitos autorais e morais, e buscarmos ter um bom relacionamento com trabalhos e ministérios afins.

Fazermos músicas contextualizadas para nossa realidade urbana brasileira, que dignifiquem a mensagem que cremos e professamos. Precisamos de um culto público com uma linguagem que se identifique mais com as pessoas que queremos alcançar.

Reter o que é bom dos modelos que estamos buscando lá fora. Tivemos o momento de “kenolyzação do louvor” e de outros ministérios, como Hosana Music, Integrity, Vinyeard, todos com interesses não só ministeriais, mas comerciais, junto com suas estruturas que aportaram aqui. Pecamos sempre em absorver o que é massificado pela mídia à exaustão e perdemos outros referenciais.

Temos um caminho aberto e enorme para a música instrumental, já que temos hoje excelentes músicos que tem se levantado nas igrejas. Esta geração tem gerado um número enorme de competentes músicos, que precisam ganhar visão do Reino.

Fortalecimento do trabalho com coros, principalmente para ocuparmos espaços nos centros culturais, para a atuação artística e para a evangelização.

Continuarmos com clínicas, encontros, congressos, que nos levem à reflexão do que temos feito, que nos encorajem à uma vida mais consagrada na obra de Deus, usando a música como instrumento de adoração e evangelização.

Estarmos caminhando junto a associações que buscam um melhor desempenho no ministério da música e um bom testemunho do evangelho que abraçamos.

5. Conclusão

Que Deus nos leve para uma vida de adoração em oração, comunhão na Palavra, nos bons relacionamentos em nosso meio e num bom testemunho do evangelho. Que naquilo que fazemos para o Senhor, busquemos o melhor para a manifestação da Sua glória, sendo sal e luz do mundo! Que Deus nos ajude.


Para saber mais sobre Nelson Bomilcar, visite o site; http://www.nelsonbomilcar.com.br/