Mostrando postagens com marcador Louvor Gospel. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Louvor Gospel. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, dezembro 21, 2009

Nem o pajé pediu tanta chuva assim!


“Quando a chuva descer e o deserto florescer (Toque no altar); Uma chuva diferente está se formando no céu (Cassiane); Faz chover (Fernandinho); Chuva de avivamento (Alda Célia); Som da chuva (Soraya Moraes); Quero ver chuva de poder, eu quero ver chuva de unção (Pâmela); Chove, chove chuva, chuva de poder (Eyshila); to na benção é chuva de amor (Unção Ágape)".

Ufa, nem mesmo o pajé pediu tanta chuva assim!
Aliás, o que se tem pedido de chuva em nossos cultos não está no gibi. Cantores diferentes, com ritmos distintos e variados, mediante intermináveis repetições imploram ao Senhor dos Céus que derrame um enorme aguaceiro sobre essa terra tupiniquim.

Como bem afirmou João Alexandre em sua canção “É proibido pensar”, essa geração procura alguém que possa resolver seus problemas entoando canções do mesmo tema, meras repetições...

Reflitamos irmãos com sinceridade, será que como dizem as nossas canções estamos vivendo a plenitude de um grande avivamento? Será que a tão profetizada chuva de bençãos e poder tem caído sobre a igreja brasileira?

Assim como o compositor Paulo Cezar do grupo Logos, eu também nestes dias sinto um verdadeiro espanto em meu coração, em constatar que o evangelho já mudou. Quem ontem era servo agora acha-se Senhor e diz a Deus como Ele tem que ser ...

Pois é, parece que nos últimos anos, a igreja brasileira se perdeu no caminho em direção ao trono da graça. Isto porque, as letras de algumas de muitas de nossas composições, além de empobrecidas teologicamente, são simplistas, repetitivas e sem óleo.

Faço coro às palavras de Paulo Cesar, eu quero de volta o verdadeiro evangelho que exalta a Deus. O evangelho que desvenda os nossos olhos, que desamarra todo nó que já se fez. Eu quero o evangelho que mostra o homem morto em seu pecar sem condições de levantar-se por si só, a menos que, Jesus que é justo, o arranque de onde está. Eu quero o evangelho que o servo não diz ao seu Senhor o que fazer, determinando ou marcando hora para acontecer.

Soli Deo Gloria!

Fonte: Pulpito Cristão

Via: Fé e Razão

terça-feira, agosto 18, 2009

Consumismo cristão


Consumismo cristão

Quando me converti estávamos no tempo em que os corinhos aos poucos substituíam os tradicionais hinos, em meio a muita resistência, Vencedores por Cristo, Grupo Ecus, Asaph Borba, Ademar de Campos e outros já marcavam a sua presença nos cultos e nas escolas dominicais. Cada corinho era ensaiado e tocado a exaustão de tal forma que todos decoravam as suas letras, após o primeiro ano de execução, em todas as igrejas ouvia-se os mesmos cânticos, e os jovens se reuniam em intercâmbio para trocarem novos louvores entre si, enquanto eram adestrados para o ministério. Tempos bons em que o propósito principal era o de louvar a Deus e se possível ter algum retorno de sua criação para poder continuar a produzir.

Eram tempos em que os cristãos eram identificados nas ruas pelas roupas com que se trajavam e pelo pentear dos cabelos com birotes, e que o lugar comum das Bíblias era em baixo dos braços, e que era muito corajoso aquele que vestia uma camisa com dizeres cristãos, pois era olhado por todos como um louco.

Com o estouro do evangelho entre nós e a multiplicação de crentes, o louvor virou negócio e muito lucrativo, multiplicaran-se as bandas e os cantores e a quantidade de cânticos hoje é tão grande que um louvor é no máximo executado três vezes na igreja e após considerado como ultrapassado, os fieis nem sequer chegam a aprender a letra e a música e já há outro entoando em seus ouvidos pelo menos por mais três semanas.

É triste dizer, mas o louvor virou consumo e o que louva e mais louvado no que cria que o próprio Criador de todas as coisas a quem supostamente se dirige, a pressa e o consumismo do mundo entraram contudo no meio evangélico e o entretenimento tomou o lugar da adoração, na verdade o que adoramos hoje e mais a música em sua qualidade que aquele que deveria ser adorado e muitos oportunistas adoram entre nós.

E assim vamos louvando e levando avante o consumismo cristão, com uns adorando, e outros sendo adorados uns consumindo, outros se consumando e os sinceros sendo consumidos nessa barafúrdia toda.

Perdoem-me o excesso, mas no fundo tenho saudade do tempo em que eu era calmo sereno e tranqüilo, e saia de casa ostentando a minha Bíblia a me encontrar com a meia dúzia de cristãos que quando não tinham som nem instrumentos louvavam com suas vozes e seus hinários, ou livro de cânticos mimeografados e borrados, éramos poucos então, mas louvávamos muito e singelamente a Deus.

Cláudio Pinto Pr