quinta-feira, novembro 05, 2009

Oito fiéis não se dobraram diante da Marcha


Por PC@maral

O povo de Deus sempre foi minoria, e assim como no tempo de Elias (1 Reis 19:18) "Também conservei em Israel sete mil, todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda boca que o não beijou", Deus também, conservou em São Paulo oito crentes fiéis que não dobraram seus joelhos e nem beijaram nenhum desses líderes corruptos que estavam à frente desta "Marcha"[?]. Ou como diz o próprio Diário de São Paulo: "Evento da Igreja Renascer".

Alguém reclamou do título da reportagem?

Alguém se preocupou em corrigir o erro, de que, o evento não era da igreja Renascer e sim de "crentes em Jesus Cristo"? De que essa "Marcha" era para Jesus e não para o casal Hernandes?

Até agora honra e glória só para a Renascer e seus "bispos" por que para Deus só ficou o papel de coadjuvante.

E ainda tem coragem de dizer que Deus gostou a aprovou isto! Uma vergonha isso sim!    
 
A foto do jornal peguei no Graça Plena do artigo "08 CRISTÃOS CONTRA UM MILHÃO DE ROBÔS" 
Fonte: PCamaral

quarta-feira, novembro 04, 2009

A Igreja do Diabo - Machado de Assis.

"...A boa nova aos homens
Uma vez na terra, o Diabo não perdeu um minuto. Deu-se pressa em enfiar a cogula beneditina, como hábito de boa fama, e entrou a espalhar uma doutrina nova e extraordinária, com uma voz que reboava nas entranhas do século. Ele prometia aos seus discípulos e fiéis as delícias da terra, todas as glórias, os deleites mais íntimos. Confessava que era o Diabo; mas confessava-o para retificar a noção que os homens tinham dele e desmentir as histórias que a seu respeito contavam as velhas beatas.
— Sim, sou o Diabo, repetia ele; não o Diabo das noites sulfúreas, dos contos soníferos, terror das crianças, mas o Diabo verdadeiro e único, o próprio gênio da natureza,a que se deu aquele nome para arredá-lo do coração dos homens. Vede-me gentil e airoso.

Sou o vosso verdadeiro pai. Vamos lá: tomai daquele nome, inventado para meu desdouro,
fazei dele um troféu e um lábaro, e eu vos darei tudo, tudo, tudo, tudo, tudo, tudo...

Era assim que falava, a princípio, para excitar o entusiasmo, espertar os indiferentes, congregar, em suma, as multidões ao pé de si. E elas vieram; e logo que vieram, o Diabo passou a definir a doutrina. A doutrina era a que podia ser na boca de um espírito de negação. Isso quanto à substância, porque, acerca da forma, era umas vezes sutil, outras cínica e deslavada.
Clamava ele que as virtudes aceitas deviam ser substituídas por outras, que eram as naturais e legítimas. A soberba, a luxúria, a preguiça foram reabilitadas, e assim também a avareza, que declarou não ser mais do que a mãe da economia, com a diferença que a mãe era robusta, e a filha uma esgalgada. A ira tinha a melhor defesa na existência de Homero; sem o furor de Aquiles, não haveria a Ilíada: "Musa, canta a cólera de Aquiles, filho de Peleu..." O mesmo disse da gula, que produziu as melhores páginas de Rabelais, e muitos bons versos de Hissope; virtude tão superior, que ninguém se lembra das batalhas de Luculo, mas das suas ceias; foi a gula que realmente o fez imortal. Mas, ainda pondo de lado essas razões de ordem literária ou histórica, para só mostrar o valor intrínseco daquela virtude, quem negaria que era muito melhor sentir na boca e no ventre os bons manjares, em grande cópia, do que os maus bocados, ou a saliva do jejum? Pela sua parte o Diabo prometia substituir a vinha do Senhor, expressão metafórica, pela vinha do Diabo, locução direta e verdadeira, pois não faltaria nunca aos seus com o fruto das mais belas cepas do mundo. Quanto à inveja, pregou friamente que era a virtude principal, origem de propriedades infinitas; virtude preciosa, que chegava a suprir todas as outras, e ao próprio talento.
As turbas corriam atrás dele entusiasmadas. O Diabo incutia-lhes, a grandes golpes de eloqüência, toda a nova ordem de coisas, trocando a noção delas, fazendo amar asperversas e detestar as sãs.
Nada mais curioso, por exemplo, do que a definição que ele dava da fraude.
Chamava-lhe o braço esquerdo do homem; o braço direito era a força; e concluía: Muitos homens são canhotos, eis tudo. Ora, ele não exigia que todos fossem canhotos; não era exclusivista. Que uns fossem canhotos, outros destros; aceitava a todos, menos os que não fossem nada. A demonstração, porém, mais rigorosa e profunda, foi a da venalidade. Um casuísta do tempo chegou a confessar que era um monumento de lógica. A venalidade, disse o Diabo, era o exercício de um direito superior a todos os direitos. Se tu podes vender a tua casa, o teu boi, o teu sapato, o teu chapéu, coisas que são tuas por uma razão jurídica e legal, mas que, em todo caso, estão fora de ti, como é que não podes vender a tua opinião, o teu voto, a tua palavra, a tua fé, coisas que são mais do que tuas, porque são a tua própria consciência, isto é, tu mesmo? Negá-lo é cair no absurdo e no contraditório. Pois não há mulheres que vendem os cabelos? não pode um homem vender uma parte do seu sangue para transfundi-lo a outro homem anêmico? e o sangue e os cabelos, partes físicas, terão um privilégio que se nega ao caráter, à porção moral do homem? Demonstrado assim o princípio, o Diabo não se demorou em expor as vantagens de ordem temporal ou pecuniária; depois, mostrou ainda que, à vista do preconceito social, conviria dissimular o exercício de um direito tão legítimo, o que era exercer ao mesmo tempo a venalidade e a hipocrisia, isto é, merecer duplicadamente.
E descia, e subia, examinava tudo, retificava tudo. Está claro que combateu o perdão das injúrias e outras máximas de brandura e cordialidade. Não proibiu formalmente a calúnia gratuita, mas induziu a exercê-la mediante retribuição, ou pecuniária, ou de outra espécie; nos casos, porém, em que ela fosse uma expansão imperiosa da força imaginativa, e nada mais, proibia receber nenhum salário, pois equivalia a fazer pagar a transpiração.
Todas as formas de respeito foram condenadas por ele, como elementos possíveis de um certo decoro social e pessoal; salva, todavia, a única exceção do interesse. Mas essa mesma exceção foi logo eliminada, pela consideração de que o interesse, convertendo o respeito em simples adulação, era este o sentimento aplicado e não aquele.
Para rematar a obra, entendeu o Diabo que lhe cumpria cortar por toda a solidariedade humana.Com efeito, o amor do próximo era um obstáculo grave à nova instituição. Ele mostrou que essa regra era uma simples invenção de parasitas e negociantes insolváveis; não se devia dar ao próximo senão indiferença; em alguns casos, ódio ou desprezo. Chegou mesmo à demonstração de que a noção de próximo era errada, e citava esta frase de um padre de Nápoles, aquele fino e letrado Galiani, que escrevia a uma das marquesas do antigo regime: "Leve a breca o próximo! Não há próximo!" A única hipótese em que ele permitia amar ao próximo era quando se tratasse de amar as damas alheias, porque essa espécie de amor tinha a particularidade de não ser outra coisa mais do que o amor do indivíduo a si mesmo. E como alguns discípulos achassem que uma tal explicação, por metafísica, escapava à compreensão das turbas, o Diabo recorreu a um apólogo: — Cem pessoas tomam ações de um banco, para as operações comuns; mas cada acionista não cuida realmente senão nos seus dividendos: é o que acontece aos adúlteros. Este apólogo foi incluído no livro da sabedoria...


Eu amo a mensagem da cruz

Carlos Queiroz, autor de Ser é o Bastante, abriu o 4º Encontro de RENAS com palavras tão suaves quanto um cabra cearense é capaz de fazer. Ele disse que falar de justiça em um país injusto como o Brasil, é, impreterivelmente, falar de cruz e sofrimento. Leia um pouco de suas palavras:

“Bem-aventurados os que têm sede e fome de justiça, porque serão fartos” (Mt 5.6). Ao contrário do que podemos pensar, o Sermão do Monte fala de uma justiça que precisa ser construída. A justiça que foi sinalizada por Jesus de Nazaré é a mesma que foi manifestada por meio dos profetas.
O Sermão do Monte aponta para a possibilidade de uma nova sociedade. Ao falar com seus discípulos, vemos o estilo de nova sociedade que Jesus propõe. Uma sociedade que vive todos os anúncios do Sermão. Vemos no texto de Mateus uma fome e sede de justiça que vêm como virtude… e não há igreja que tenha sede e fome de justiça e que não seja misericordiosa, mansa, humilde.
O reino de Deus está dentro de vós, então a justiça de Deus também está dentro de vós. Junto com a justiça, vem a perseguição por causa de seu nome e por causa dessa sua justiça. Porque a esta tem que ser vivida como virtude, como moral e como prática.

Quando você pensa em Jesus e justiça você tem que pensar também em transformação. Tem que pensar inclusive em morte… talvez o morrer com Cristo. Quando nós relacionamos a justiça de Jesus Cristo, não podemos negar a possibilidade de sofrimento. Foi assim com o próprio Jesus e com Martin Luther King. Você não tem que pensar que sua igreja vai crescer, vai aparecer na mídia ou vai aumentar a membresia, mesmo porque a luta pela justiça é a voz de uma minoria, mesmo que falando por uma maioria.
A justiça que deve estar em nosso coração deve ser aquela que dá fome e sede de fazer justiça permanentemente. E, sim, há uma outra justiça que precisa de esclarecimento; isto é, nossa justiça deve exceder em muito a dos escribas e dos fariseus. Exceder aquela posição em que você julga sem se autoperceber, sem avaliar as dimensões de injustiça que você também comete.
Falta de pão na mesa dos nossos irmãos pode ser uma denúncia de que está faltando espiritualidade em nossos templos. A justiça do Sermão do Monte tende a provocar perseguição e retaliação porque mexe com os poderosos, que se acham controladores do estado, do conhecimento, do tráfico de entorpecentes e outros. Se nós mexermos nessas estruturas o resultado será a cruz.

Pensar em denunciar os poderosos, a perversão das instituições religiosas, viver o evangelho e a justiça do reino no Brasil podem gerar sofrimento. De que Igreja nós estamos falando? De que Cristo? Façam da justiça a poesia da sua vida. Engajem-se socialmente, politicamente e economicamente em mecanismos que a sociedade possui. Interfiram nas políticas públicas, promovam sua implantação em nossa sociedade.

Não esperem que muita coisa lhes seja acrescentada. Eu gosto da tradução que diz “estas” coisas. “Estas coisas” das quais ele fala no Sermão do Monte são a singeleza dos lírios dos campos, a beleza das aves do céu. Sim, eu quero que você tenha um bom casamento e uma casa, mas não foi isso que Deus prometeu.
Que a motivação da busca pela justiça seja ela em si mesma. Que a sua motivação seja a mensagem da cruz.
Fonte: Ultimato

O povo hebreu no deserto....


Fonte: Lion Of Zion 
Meire diz:
Parece o povo hebreu andando em círculos pelo deserto, mas com a terrível diferença: Eles tinham à sua frente Moisés e Josué.

terça-feira, novembro 03, 2009

Eventos di Crenti do Mês de Novembro II


POR: Meire

SEMINÁRIO APOSTÓLICO DE PROSPERIDADE
LOCAL:   NOVOTEL    SP  -  CENTER NORTE
DATA:  21/11/2009
HORÁRIO:   9  AS 18 HORAS
VALOR:  R$ 500,00 (INCLUSOS: WELLCOME COFFE,  ALMOÇO/BUFFET  LIVRE,  COFFE     BREAK)

CONVITES: PRA. MARI – TEL.: 9621.3818
RESERVAS E INFORMAÇÕES: CONTATO@SERPROSPERO.COM.BR


Pitaco da Meire:
Depois de ver esse cartaz resolvi facilitar a vida dos meus leitores queridos: Que tal calcularmos desprentenciosamente os custos desse mega evento?

Façam as contas comigo:
Café da Manhã: R$ 10,00
Almoço por Kg: R$ 25,00 
Café da Tarde: R$ 10,00
Total gastos Refeição: R$ 45,00.
Espaço: 
Chutando o custo do alguel do espaço, com base no preço de uma diária:
R$ 145,00.







Valor das palavras de sabedoria do sr. Hernandes: Para mim não tem preço que pague, se ele me oferecesse R$ 500.000,00 iria arrumar encrenca com muita gente, pois recusaria.
Não dá pra me imaginar ouvindo mentiras no nome de Jesus. Fica então apenas uma foto para os fãs:

Total de gastos: R$ 190,00 no máximo, mas vamos prestar atenção nesse número: 190 quer dizer alguma coisa pra vocês?
CHAMA A POLÍCIA!



 

Vídeo Que Mostra Nosso Relacionamento Com Deus


Casal Marcha Com 1 Milhão


por: Meire
Eis a manchete do jornal AGORA São Paulo: Casal Marcha com 1 Milhão!
Tendenciosa, claro que sim, mas porque será? Será perseguição? Claro que NÃO.
Esse povo que esteve sob esse sol escaldante é massa de manobra para os interesses do casal Hernandes e seus convidados.
No dia em que formos relevantes as pessoas correrão atrás de nós, não pra receber cheques sem fundos, e sim pra saber como receber essa alegria que vem com a consciência da Graça Salvadora e Transformadora que existe em nós.
Isso não passa de barulho, aliás como diria nosso presidente: uma marolinha - passa rápido e sem deixar vestígios.
Imaginem 1 milhão de pessoas trabalhando em prol do próximo, 1 milhão de pessoas transformadas e prontas pra denunciar toda e qualquer indecência feita em nome de Jesus...
Ao invés disso, tivemos vergonhosamente o número de 8 pessoas, 8 bravos soldados que marcharam em prol da ética, em prol da vergonha na cara, pois todos sabemos que o evangelho não precisa ser defendido, precisamos defender os menos avisados, que imaginam que evangelho é oba oba, com direito a show e tudo.
Aviso aos navegantes: Posso até deixar os comentários mal educados e em anônimo aqui nesse espaço, mas não me darei ao trabalho de responder críticas do tipo: Vocês estão dividindo o reino, pois todos sabemos que isso é impossível, podemos no máximo, e por isso oramos e lutamos , dividir o império clerical dos Hernandes/Ferreira/Malafaia. Contra A Igreja do Senhor não existe nenhuma arma que possa, mas contra as empresas travestidas de igrejas podemos e devemos lutar.
À Deus seja a honra;
A Glória e o Louvor,
Amém.