sexta-feira, julho 23, 2010

Projeto Redenção - João Alexandre - Coração

Projeto Redenção - 07/06/2010
Banda: João Alexandre e Reteté Big Band
Música: Coração
Onde nascem as fontes da vie os loucos duvidam de Deus?
Onde negros se tornam os dias e os homens se acham mais seus?

Quem despeja na boca as palavras, transformando-se em pedra ou cristal?
Quem desenha na face a beleza, mas se torna o carrasco no golpe final?

Coração, entre o bem e o mal, que distância haverá?
Coração, um amigo, um bandido talvez, quem te conhecerá?
Onde o ódio encontra raízes e o amor se mistura à paixão?
Onde a vida nos traz cicatrizes e o desprêzo se faz solidão?

Quem despeja nas veias a vida e na morte é o silêncio fatal?
Quem conhece a verdade da história, a cruel testemunha no lance final?


Antagonistas ou protagonistas

por: Humberto Ramos
Antagonismo é definido pelo dicionário Aurélio como “oposição de ideias, princípios e sistemas, etc.” No cotidiano, podemos caracterizá-lo pela sua existência condicionada (porque motivada) à existência de outra coisa, algo ou alguém. 

O antagonista é aquele que só se faz necessário enquanto atua o objeto ao qual ele deverá se contrapor. Secundário, quadjuvante, quem vive de antagozinar vive do outro; alimentando-se da necessidade da contraproposta, esquece-se que as propostas atraem bem mais seguidores do que as contestações.

O autor C.S. Lewis foi considerado um dos mais influentes cristão do século passado, assim como um dos maiores apologistas da fé. Eu concordo com as duas afirmativas. No entanto, pelo que pude perceber ao ter contato com as obras deste fantástico escritor, conquanto ele se dedicasse a expor as razões de sua fé, ele não o fazia com a compulsão doentia daqueles que se veem numa posição privilegiada pela qual enxergam tudo, e de forma mais clara e acertada; o que gera nos outros a ideia de que “com esse não dá para dialogar”. 

Lewis nunca foi antagonista, muito pelo contrário. Foi sempre um protagonista. Em seu papel de mocinho, pode conduzir, através de suas obras, muitos opositores da fé, decepcionados com Deus e homens questionadores a um contato mais próximo com os escritos do Evangelho.

Dessa maneira tornou-se um dos mais ferrenhos defensores da fé evangélica (leia-se fé firmada no Evangelho de Jesus), não porque ela precisasse de defesa, de um advogado que a amparasse. Não mesmo! Deus nunca delegou a ninguém poderes a fim de que fosse defendido em qualquer juízo. Assim, Ele mesmo tem sido levado ao banco dos réus por diversos homens, sem contudo nunca recuar ou se mostrar amedrontado.

Lewis marcou a história como defensor porque nunca ficou na defensa. Afinal, a melhor defesa é o ataque. Não o ataque ao outro. Nunca optou pela agressão pessoal. Seguiu a instrução de Paulo, que nos advertiu acerca de quem na verdade nos opõem  - não é carne ou sangue, mas seres espirituais.

Acho que Lewis captou bem o exemplo de Jesus. O Mestre nunca, jamais, fora notado por ser um opositor da religião, do sistema político vigente ou de qualquer que fosse o mal existente à época de sua estadia terrena (via encarnação humana e pessoal).  Jesus se opôs, contrapôs, contestou, protestou, porém nunca fez disso alvo de seu ministério. Ele foi-nos claro, veio para anunciar o Reino, as Boas Novas, a Salvação, a Redenção.

Todos temos nossos dias no papel de antagonistas, nossos momentos protestantes. Mas viver disso pode ser sinal de compulsão doentia, fixação maligna, caso para terapia!

É muito importante pensar nisso, afinal um dia não haverá ao que nos opor. A maldade estará extirpada, a mentira, a falsidade, e tudo o que dela deriva será aniquilado... Daí nossa única opção será a aceitação grata das maravilhas eternas preparadas desde antes para nós! 
 

quinta-feira, julho 22, 2010

Paz & Mel: Pra Dizer Sim

A Banda Paz E Mel, do cantor e compositor Maninho, está de volta.
Abaixo a imagem do site que, embora esteja sendo pensado, está no ar com uma música inédita: 
Pra Dizer Sim
Para sentir um gosto eu provei
Para ter um silencio aceitei
Para parar no tempo eu acordei
E nao parei'
Para ver um amigo viajei
Para ter um sorriso esperei
Para dizer verdades procurei
E atravessei...
Nosso problema era não sermos mais assim
Nosso dilema era provar que somos
Segue por mim que eu procuro estar aqui
Sempre perto
Segue por mim que eu procuro estar aqui
Sempre perto,
Sempre ao lado,
Sempre certo, pra dizer sim
Para seguir um lastro eu criei
Para esperar o fruto assentei
Para ouvir ao longe acostumei
E escutei.
Para voltar ao ponto em que parei
Para dispor no plano o que sonhei
Para tecer o verso que guardei
Eu Te chamei.
(a letra é mais ou menos isso, fui juntando os fragmentos deixados pela banda no Twitter)



Seja mais um comparsa deles no  Twitter
Denis Pesenti

Pergunte ao Pastor 4: MEDICINA INTEGRAL

MEDICINA INTEGRAL

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Pastor Antônio, quando lido com os meus pacientes, tenho em mente que devo fortalecer sua realidade interna com esperança. Que textos bíblicos você citaria para a pergunta: doutor, eu vou morrer?
Caríssimo doutor Marco Antonio, tudo dependerá do contexto. Quem é aquele para quem você está se dirigindo? Qual o seu quadro clínico? Em que idade se encontra? Qual sua relação com o cristianismo? 


Algumas pessoas podem ser estimuladas a crer na cura. Por que não? Não estou dizendo que algumas pessoas devem ser encorajadas a crer que serão curadas, mas que a cura pode acontecer mediante a fé em Cristo. O cristianismo chegou até aqui por causa dessas respostas à oração, que revelaram a realidade da fé em Cristo.

Há aquelas, que devido ao quadro clínico, idade e outros fatores mais, parecem estar próximas mesmo da morte, como se a providência divina estivesse a emitir sinais claros de que elas vão morrer. Sendo crentes, nada mais as consolará do que saber que um Deus sábio e cheio de amor, decretou na eternidade, o tempo de vida de cada ser humano na terra (Sl 139). Falar do descanso eterno do santos e do que nos aguarda nesse país onde a glória de Deus habita, haverá trazer consolação que não pode ser encontrada em nenhum outro lugar (Ap 21 e 22). David Brainerd, missionário americano, morreu perguntando a Deus: "por que a carruagem tarda?" Ele queria partir para estar com Cristo, porque contemplara o céu.

No caso do incrédulo, essa hora pode se configurar como a -oportunidade do governo gracioso e providencial de Deus-, de essa mesma pessoa ter um encontro com aquele do qual fugiu a vida inteira. Há aqueles que haverão de viver a mesmíssima experiência de um dos ladrões que morreu ao lado de Cristo: salvos no fim da vida (Lc 23: 39-43).

Que Deus continue lhe dando graça para exercer a medicina integral, que cuida do ser humano na totalidade da sua vida, a fim de que todos os seus pacientes percebam a singularidade de sua vida, mediante o tratamento singular do seu médico. Rogo a Deus, que você persevere na preocupação com aquele que recebeu notícia capaz de desconjuntar o maior valente. Como que essa gente precisa da nossa misericórdia! Nesse quadro de dor e aparente desamparo da vida, somos postos perante a condição frágil da existencia humana. Que modo -em muitas ocasiões súbito- de ser revelada a insensatez da nossa independência em relação àquele por cujo poder somos mantidos vivos. 

A sabedoria divina, contudo, é revelada em aparente crueldade da providência, uma vez que o Criador, -que não tem prazer na morte do pecador-, dá o tratamento que precisa ser dado àqueles que, somente são curados na alma, quando adoecem mortalmente no corpo.


Antônio C. Costa

Ame Ao Senhor

Projeto Redenção - João Alexandre e Reteté Big Band - Ame ao Senhor

quarta-feira, julho 21, 2010

Alexandre Malaquias: "Fechem o caixão"

Alexandre Malaquias: "Fechem o caixão"


Quero começar este artigo vos relatando algo no mínimo interessante.
No mês de dezembro do ano passado de 2007, não recordo bem o dia exato, estava eu conversando com uma irmã de outra denominação, que não tem vínculos de intimidade comigo, nem com minha família. Era a terceira vez que nos víamos e no meio da conversa ela me chamou a atenção e disse: o Senhor fará uma mudança radical em tua vida e em teu ministério, mas antes Ele vai levar um de teus filhos.

Dia 12 de fevereiro meu filho Ismael estava em seu quarto sentadinho em sua cadeirinha, quando de repente seu coração parou.

Minha esposa o levou ao hospital, mas ele já estava dormindo para o Senhor. Os médicos tentaram reanimá-lo, mas ele não voltaria mais. Eu estava no estúdio quando minha esposa ligou, e ao chegar no hospital, me ajoelhei aos pés dela e lhe disse que já sabia que isto iria acontecer, pois o Senhor já tinha me avisado.
Por ser minha esposa o meu lado mais sensível, decidi não lhe contar nada, pois certamente ela sofreria antecipadamente.

O velório foi algo indescritível e até hoje as pessoas que lá estiveram, comentam sobre o evento. A Bíblia diz que há festa no céu quando morre um justo, mas daí a dizer que é possível sentir a alegria desta festa aqui na terra já é demais. Mas foi o que aconteceu.
Porém, eu não vou me deter no decorrer do velório e sim ao final dele. A hora em que tive que dar a ordem mais importante do momento; e a ordem é essa: fechem o caixão.
Embora uma dor indescritível que penso eu poder ser comparada ao gemido inexprimível do Espírito Santo tivesse tomado todo o meu ser, eu ainda tive que ministrar o louvor no velório (prova essa que eu jamais pensei em passar) ainda assim, apenas um pensamento norteava o meu ser. E o pensamento era este: um dia alguém dirá, fechem o caixão e quem estará dentro serei eu. Este pensamento não sai mais da minha cabeça, todos os dias eu penso exatamente a mesma coisa, quando vou sair para o trabalho, eu penso, quando vou dormir, eu penso, quando vou ministrar eu penso e mesmo agora que eu estou escrevendo este artigo eu ainda penso desta forma. Por isso decidi levar uma vida mais intensa e reta diante de Deus. Um sentimento estranho de urgência palpita em meu coração, enquanto me apresso para fazer as coisas que o Senhor me deu capacidade.  

Resolvi finalmente mergulhar no sobrenatural de Deus, pois acredito que a morte do filho de Deus não serviu apenas para cumprimento da palavra do Senhor, mas também para mostrar aos discípulos que à vontade de Deus é sempre cumprida.
A partir de 12 de fevereiro, comecei a louvar ao Senhor com muito mais certeza de sua presença em minha vida e na vida da igreja.

Lembrem-se disto: o Senhor não mandou que a irmã me perguntasse a respeito da possibilidade de levar meu filho; muito pelo contrario, Ele mandou que ela apenas me comunicasse.
A impressão que tenho em meu coração é de que o Senhor ao levar meu filho, deixou para mim um espírito de coragem para enfrentar o gigante.
Agora entendo a força que impulsionava os discípulos, e com a mesma força sigo eu desesperadamente em direção ao mar da grandeza de Deus, anunciando a sua majestade e benevolência.

Portanto quero eu deixar um recado para aqueles pastores soberbos, músicos rebeldes, compositores insolentes e aos ?grandes ministérios?, não gastem o vosso tempo brigando com os seus irmãos e nem tão pouco com a igreja do Senhor, pois logo chegara à hora em que alguém fechara o caixão com você dentro. - Parem de brigar com seus filhos, seus maridos, suas esposas e seus subordinados. Disse Jesus: o maior tem que tornar-se o menor. Meu conselho aos músicos é o seguinte: quando vocês forem tocar para o Senhor, toquem como se fosse a ultima vez, pois amanhã podem fechar o caixão, e será você que estará dentro dele.



Para encerrar quero dizer que tenho consciência de que muitas vezes, ofendo as vossas inteligências quando falo de alguns ministérios conhecidos, porém minha mais profunda intenção é de lembrar-vos que grande na igreja é Jesus, o resto é pó da terra incluindo você e eu.

Deus vos abençoe.
Alexandre Malaquias

Alexandre Malaquias é músico e compositor. Autor, entre outras canções, de "Dependo de ti", interpretada por Paulo César Baruk.
Fonte: Guia-me

Ponto de Partida

Ziza e Maninho no Show Fragmentos

Ponto de Partida
Pra que tanta pressa de chegar
A nenhum lugar se não se tem
Convicção pra acreditar
Que quem espera vê além

Pra que tanto medo de perder
A gente só perde o que não tem
O que é eterno vem de Deus
E o que vem de Deus ninguém detém

Deus é o ponto de partida e onde vamos ficar
Pobreza ou fartura, d'Ele tudo virá
Princípio e fim da vida
Ele tudo dá e tudo pode tirar

Pra que tanto medo de sofrer
A semente morre pra nascer
Só Deus mensura sua dor
E multiplica em amor

Pra que a vergonha de chorar
É só o princípio do crescer
Quem ama essa marca de criança
Simplesmente aprende a viver