“Se você é um evangélico, você é um imbecil. E vice-versa.” Foi o que eu ouvi ao ligar a TV, outro dia, na MTV. O rapaz, sob o pretexto de ser engraçado, debochava também da umbanda, demonstrava grande ignorância sobre Síndrome de Tourette e tentava se safar da “homofobia”: “Lésbicas? Magras gosto, gordas não”.
(clique aqui para ver o vídeo na página do programa)
É um quadro de um programa chamado “Fiz na MTV”, em que a emissora apresenta pequenas produções amadoras, escolhidas por votação. Ao final, a clássica mensagem “não nos responsabilizamos pelo conteúdo apresentado…”, mostrada sempre que uma emissora bota um conteúdo independente no ar. O que sinceramente tenho dificuldade de acreditar é que, se ele simplesmente tivesse substituído a palavra “evangélicos” por “judeus” ou “negros”, uma emissora de tanta abrangência como a MTV teria coragem de o colocar no ar em rede nacional. Neste mundo “politicamente correto”, parece que só tem direito a um mínimo de respeito as “minorias” que se organizam, que ameaçam processar quem as desrespeita. Ou, talvez, os grupos que já foram vítimas de episódios historicamente vergonhosos, como a escravidão, o holocausto ou a discriminação sexual. Talvez seja mais fácil sentir pena e combater o preconceito de quem já foi vítima explicitamente, cujo sofrimento já virou consenso. É sempre mais fácil condenar o passado…
Na página do programa, a atração, chamada “Com a Palavra, Ronald Rios”, é descrita como “o quadro mais polêmico da TV brasileira”. É claro, sempre dá audiência falar que lago é “polêmico”. Mas, sinceramente, não sei se algo como isto pode ser considerado polêmico. A polêmica, geralmente, pressupõe um embate de idéias, uma discussão. E ele simplesmente não apresentou um único argumento, lógico ou não, que o embasasse. Só disse que “não gosta de evangélicos”. Qualquer um deles.
E eu, que não sou evangélico, que também não acredito em macumba, e que obviamente não sou lésbica, me sinto indignado e simplesmente embasbacado de ver uma coisa dessas na minha TV que, coitada, só pega alguns poucos canais abertos… Será que vai ser preciso, um dia, todos se enquadrarem em alguma “minoria”, para serem reconhecidos como “dignos” de serem discriminados? Ou será que alguém, enfim, vai reconhecer que o preconceito é uma atitude de não reconhecer a humanidade do outro, e que continuará existindo mesmo quando todos passarem a adotar frases politicamente corretas, no estilo “todas e todos os afro-descendentes de orientação sexual homoerótica são vitimizados, embora as mulheres economicamente desprovidas o sejam de forma majoritária”?
Preconceito não precisa de objeto definido. O preconceituoso é quem define seu objeto. Se lhe tiram um, logo arruma outro.
Pense nisto.
Fonte: Vivo Pela Vida
Pitaco da Meire:
Sei que algumas pessoas irão achar que ele tem alguma razão, até porque ele citou o Edir Macedo, outros dirão que não são evangélicos e sim protestantes. Mas queria apenas ressaltar aqui, que não se trata de uma brincadeira boba, mas sim de ofensa.
Quando o Danilo Gentile faz algum tipo de piada com relação aos evangélicos, ele faz com algum acontecimento que esteja na ordem do dia. Isso querido leitor é totalmente diferente de simplismente ofender as pessoas pela sua crença.
Se eu escrever nesse blog que todo negro é idiota, todo homossexual é idiota, sei com toda a certeza, vários processos e retalhações iriam bater, aliás, arrombar a minha porta.
Só pra ilustração, observe o significado da palavra imbecil:
adj. e s.m. e s.f. Falto de inteligência; estúpido, tolo, parvo, Retardado cuja idade mental se situa entre três e sete anos. (Q.I. compreendido entre 20 e 50.) (Sin.: débil mental.)
Sinônimos de imbecil
imbecil: burro, estulto, estúpido, idiota, inepto, lerdaço, néscio, palerma, parvo, pateta e tolo
Se alguém acha justo o uso de adjetivos como esse, para atacar qualquer ser humano, sinto muito, não foi nesses padrões que fui educada e eduquei minha filha.
E por último, volto a escrever que desafio qualquer um desses que estão seguindo a moda de criticar o cristianismo, a ir até Teerã e tentar fazer críticas à Maomé, ao povo islâmico ou à sua cultura.
Não que eu ache isso certo, até porque não foram poucas as contribuições do povo mulçumano para o campo científico.


