sexta-feira, outubro 01, 2010
quinta-feira, setembro 30, 2010
VENTO LESTE DA MISERICÓRDIA
"... Sede pacientes na tribulação...".
Essa é a recomendação bíblica. Nas horas em que o cosmos parece se voltar contra nós, não podemos permitir que as circunstâncias adversas da vida nos roubem a paz. Qual a razão de ser dessa injunção, tão claramente ensinada em diversas passagens das Escrituras?
1. A tribulação é como uma tempestade. Vem e passa. Amigo, vai passar. Aguarde.
2. O amor de Deus também está presente nos vendavais que passam pela nossa vida. Quem disse que toda essa sorte de sofrimento é completa maldição: mal do qual não se pode tirar nenhum bem?
3. O que adianta nos rebelarmos contra o que Deus decretou? Como mudar o curso da providência? E, se nos fosse possível, seria sábio fazê-lo? Teria sido bom para José poder ter evitado a sua venda como escravo para o Egito? Valeria a pena, deixarmos de ser governados por um ser onisciente, todo-poderoso, santo e que tudo faz para a felicidade do seu povo e glória do seu nome?
Portanto, o que nos cabe fazer nas tribulações?
1. Orar. A oração arruma a vida mental, nos traz serenidade e faz-nos ver a vida pela perspectiva do otimismo-realista da fé.
2. Buscar a solidariedade humana. A simpatia de um irmão em Cristo, pode representar o sorriso de Deus para a nossa vida.
3. Evitar tomar decisão que vai afetar radicalmente o futuro da vida, sem que estejamos no melhor da nossa condição emocional e espiritual. Nessas horas sentimo-nos tentados a decidir, muitas vezes movidos pelo desejo inconsciente de fugir da fonte de sofrimento.
4. Fugir de toda autocomiseração. Falo sobre, ficar com pena de si mesmo. Quem sabe, até ao ponto de buscar consolo no pecado.
5. Aplicar a fé. A fé nunca age automaticamente. Tem que ser aplicada na nossa vida. O que vai representar sempre, a capacidade de aplicarmos o que sabemos ser verdadeiro às circunstâncias adversas da nossa dura, curta e incerta existência.
Essa é uma mensagem simples. Que estou pregando para mim mesmo, antes de tentar pregá-la para você. Essa semana está difícil. Sinto saudade de Deus. Vontade de parar tudo, ir para algum mato e ficar na presença do meu divino prazer.
A razão? Nada desesperador. Longe do que muitos irmãos de fibra estão passando, sem ceder um milímetro sequer ao mal. Sei que tudo poderia ser pior. Detesto o pecado da murmuração. Não tenho esse direito. Olho para o lado e sei que não posso chorar. Falo de agenda cheia, falta de recursos para o ministério, carência de gente disposta a trabalhar, noites mal dormidas, decisões difíceis de tomar, espanto em razão do meu contato diário com a estupidez humana, perplexidade face à futilidade de quase tudo que é feito debaixo do sol, dificuldade de regular o tempo, falta de respostas para problemas concretos, ingratidão humana, sofrimento de pessoas que me são próximas, crises crônicas de sinusite, luta contra o pecado, dificuldade de encontrar igrejas que encantem.
A lista de benção é muito mais extensa. É como sair da tenda com Abraão e tentar contar as estrelas. Mas, quem disse que a fé nos impede de sentir o calor da travessia, ter calo nos pés, ansiar por sombra, experimentar sede e desejar cruzar o Jordão para chegar em casa?
Um consolo para nós dois: percebo na experiência de muitos santos de Deus, bem como na minha própria vida, que períodos de grandes bençãos costumam ser antecedidos por grandes lutas e tentações. O que será que Deus está reservando para você e para mim?
Desde a minha infância, por causa da ligação com o mar, todos os dias fico atento ao vento. Aqui no Rio, quando sopra o sudoeste, todos sabemos que vem ressaca, frio e chuva. Quase que invariavelmente, acontece depois de alguns dias, de soprar um vento que vem de Niterói, o chamado vento-leste, que limpa o céu, traz o sol e aquieta o mar progressivamente. As noites, depois dos dias de sudoeste, são as mais belas e estreladas. O mar, bem mais azul. As montanhas, mais verdes. Pode-se ver ao longe, da Baía da Guanabara, a beleza da serra. Esses dias são os mais límpidos. A vida é de sudoestes e lestes.
Será que o vento leste da misericórdia, não está prestes a lançar para longe as nuvens grossas que o sudoeste da tribulação trouxe, a fim de que tenhamos a noite mais estrelada da história da nossa vida?
Somos crentes. Não vamos precisar matar a promessa. Deus proverá.
quarta-feira, setembro 29, 2010
Para que tanto esforço se não existia vida no galho?
Marcos 8:36
Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma? (Marcos 8:36).
Para que tanto esforço se não existia vida no galho?
Certo homem de negócios havia alcançado considerável sucesso e se orgulhava disso. Uma manhã, ao passear pelo jardim, notou uma lagarta tentando subir em um galho próximo a uma roseira. O esforço daquela pequena criatura fascinou o observador e ele permaneceu ali para ver se a lagarta iria realmente chegar ao topo do galho.
De repente, um pensamento veio à sua mente: ele também tinha se esforçado muito para alcançar o topo. Trabalhou e trabalhou para manter o negócio no excelente patamar que estava atualmente. Ele tinha conseguido e agora estava no topo. Tais pensamentos fervilhavam em sua cabeça enquanto continuava a observar o animal.
De fato, a lagarta alcançou o alto do galho, mas, não achando nenhuma folha para comer, voltou e rastejou para baixo novamente. Não existia vida naquele ramo!
A simples observação daquela cena causou um profundo impacto no empresário. Ele ponderou sobre o que realmente havia conquistado na vida. Tinha subido cada vez mais alto, enfrentando muitas dificuldades, esperando ter uma posição respeitável. Mas então por que estava insatisfeito? O que havia de tão maravilhoso em sua vida? Será que com todo o dinheiro que possuía poderia comprar a paz interior? Tudo o que adquirira com tanta luta de fato contentava sua alma? Já tinha ultrapassado o clímax de sua existência; portanto, a direção da caminhada agora era descendente. Essa constatação foi como se uma bomba explodisse dentro dele. Ficou claro que ele precisava de algo mais: algo cujo valor transcendesse o tempo, perdurando além das fronteiras da morte.
E você? Também já percebeu essa verdade? Quando você partir deste mundo, o que restará de todos os seus esforços? “Há um grave mal que vi debaixo do sol, e atrai enfermidades: as riquezas que os seus donos guardam para o seu próprio dano; porque as mesmas riquezas se perdem por qualquer má ventura… Como saiu do ventre de sua mãe, assim nu tornará, indo-se como veio; e nada tomará do seu trabalho, que possa levar na sua mão. Assim que também isto é um grave mal que, justamente como veio, assim há de ir; e que proveito lhe vem de trabalhar para o vento…e de haver padecido muito enfado, e enfermidade, e furor?” (Eclesiastes 5:13-17).
Para que tanto esforço se não existia vida no galho?
Certo homem de negócios havia alcançado considerável sucesso e se orgulhava disso. Uma manhã, ao passear pelo jardim, notou uma lagarta tentando subir em um galho próximo a uma roseira. O esforço daquela pequena criatura fascinou o observador e ele permaneceu ali para ver se a lagarta iria realmente chegar ao topo do galho.
De repente, um pensamento veio à sua mente: ele também tinha se esforçado muito para alcançar o topo. Trabalhou e trabalhou para manter o negócio no excelente patamar que estava atualmente. Ele tinha conseguido e agora estava no topo. Tais pensamentos fervilhavam em sua cabeça enquanto continuava a observar o animal.
De fato, a lagarta alcançou o alto do galho, mas, não achando nenhuma folha para comer, voltou e rastejou para baixo novamente. Não existia vida naquele ramo!
A simples observação daquela cena causou um profundo impacto no empresário. Ele ponderou sobre o que realmente havia conquistado na vida. Tinha subido cada vez mais alto, enfrentando muitas dificuldades, esperando ter uma posição respeitável. Mas então por que estava insatisfeito? O que havia de tão maravilhoso em sua vida? Será que com todo o dinheiro que possuía poderia comprar a paz interior? Tudo o que adquirira com tanta luta de fato contentava sua alma? Já tinha ultrapassado o clímax de sua existência; portanto, a direção da caminhada agora era descendente. Essa constatação foi como se uma bomba explodisse dentro dele. Ficou claro que ele precisava de algo mais: algo cujo valor transcendesse o tempo, perdurando além das fronteiras da morte.
E você? Também já percebeu essa verdade? Quando você partir deste mundo, o que restará de todos os seus esforços? “Há um grave mal que vi debaixo do sol, e atrai enfermidades: as riquezas que os seus donos guardam para o seu próprio dano; porque as mesmas riquezas se perdem por qualquer má ventura… Como saiu do ventre de sua mãe, assim nu tornará, indo-se como veio; e nada tomará do seu trabalho, que possa levar na sua mão. Assim que também isto é um grave mal que, justamente como veio, assim há de ir; e que proveito lhe vem de trabalhar para o vento…e de haver padecido muito enfado, e enfermidade, e furor?” (Eclesiastes 5:13-17).
terça-feira, setembro 21, 2010
How He Loves - A história - por John Mark McMillan
John Mark fala da história por trás da canção "How He Loves" e o que isso significa a ele. Você pode comprar o pacote de canções desse documentário no iTunes:http://bit.ly/9pOEKH
segunda-feira, setembro 20, 2010
ONDE ESTÁ ABEL, TEU IRMÃO?
1- O conceito cristão referente à santidade da vida humana. Tocar no ser humano é atingir a menina dos olhos do Criador.
2- O natureza da missão da igreja, que não se resume em aumentar o seu rol de membros, mas fazer oposição a toda e qualquer expressão da presença da antivida nas sociedades humanas.
3- O contato com a dor dos parentes de vítimas de homicídio. Basta se colocar no lugar deles. Imagine chegar em casa, e olhar para o porta-retrato de um filho assassinado.
A segurança pública é uma das responsabilidades do Estado, que devem estar sob o acompanhamento mais atento por parte da sociedade. O motivo é simples: ela lida, nada mais nada menos, com o direito à vida. Quando somamos a isso, uma patologia social crônica, que representou nos últimos sete anos e meio 56 671 mortes violentas num único estado brasileiro, a atenção deve ser redobrada.
Pensando nisso, o Rio de Paz, em parceria com a ONU, está organizando mais uma conferência sobre segurança pública. Nosso objetivo é fazer uma análise sobre a segurança pública no Estado do Rio de Janeiro entre 2007 e 2010. Faremos um exame sob três perspectivas essenciais: redução de homicídio, reintegração social do preso e retomada de territórios que se encontram sob domínio armado de facções criminosas.
Peço a você, amigo pastor, que juntos, procuremos entender tema essencial da agenda de direitos humanos do nosso Estado. Precisamos ter acesso a dados concretos, em vez de fazermos análises intuitivas do problema, a fim de que nosso engajamento seja lúcido, consciente e baseado em fatos.
Não deixe de estar presente. A igreja não pode ficar à margem de drama social tão grave. Deus está perguntando para a sua igreja: onde está Abel, seu irmão?
Antônio Carlos Costa
Autor: Antonio Carlos Costa
Pitaco da Meire:Oxalá tivéssemos mais pastores como nosso irmão Antonio Carlos Costa! Mas quem disse que é necessário ser pastor para ter a mesma iniciativa?Preciso fazer uma reflexão sobre o quanto a minha omissão é prejudicial, não só na vida do outro, como também na minha vida. Será que essa minha inércia reflete Cristo para essa sociedade tão carente Dele? Sei que a resposta é não.Preciso sair das palavras, preciso aprender a ser gente, ser cristã, ser mais humana. Preciso responder o chamado de Cristo para minha vida: Ser Sal da terra e Luz do Mundo.
sábado, setembro 18, 2010
"Canta" Gladir Cabral
Esse vídeo é uma mensagem que o Gladir Cabral postou para os amigos que fariam o Nossa Música Brasileira 2010, e como toda canção do Gladir é uma preciosidade.
sábado, setembro 11, 2010
Varanda (The Song Within)
Por Gladir Cabral
Um dos presentes mais preciosos que o Senhor me concedeu em 2009 foi a oportunidade de fazer uma canção em parceria com alguém que admiro e com quem aprendo desde o final
da década de 1970, Phill Keaggy. A história é meio maluca, mas vinha eu dirigindo altas
horas da noite pela Br 101 entre Florianópolis e Criciúma ouvindo um disco instrumental de
Phill Keaggy. De repente surge essa música: “The Song Within”. Fiquei surpreso e ao
mesmo tempo impressionado com a linguagem da música e sua proximidade com a cultura
brasileira. Eu tinha de fazer uma letra para ela. Foi o que fiz ao chegar em casa. Rabiscos,
riscos, reelaborações. Então nasceu a canção “Varanda”.
Fiquei tão feliz que, num impulso irresponsável, não faria isso novamente, gravei minha
voz por cima da música instrumental, traduzi a letra para o inglês (meu pobre inglês) e
mandei tudo para o Phill Keaggy, esperando que a canção fosse devidamente esquecida e
eu caísse na real. Acontece que o Phill Keaggy não apenas ouviu a canção, mas gostou da
letra, aceitou oficialmente a parceria, e eu fiquei como quem sonha (rs). E mais, ele
pediu-me que fizesse uma gravação em estúdio, só da voz, e ele faria uma mixagem para mim.
Compartilho com vocês a canção, devidamente mixada por ele.
Varanda (The Song Within)
Assentado à varanda
Abraçado ao violão
A memória é que anda
Nas estradas da canção
Vai sonhando pelo mundo
Deslumbrado coração
É tão belo e tão profundo
O universo do sertão
E a canção me leva junto
Pelas portas da manhã
Beira rio, areia e junco
Araucária e maçã
Quero o mundo replantado
Na beleza de um jardim
Do tamanho desta Terra
Sem começo e sem mais fim
Ouve esta voz, ouve este chão
Vem replantar o teu jardim!
Sonha com melhores dias
O pequeno menestrel
Mãos feridas e vazias
Pelo mundo tão cruel
Mãos que afagam esta terra
E que sonham com o céu
Esperança que não erra
Que transforma a dor em mel
Vai sonhando pelo mundo
Deslumbrado coração
É tão belo e tão profundo
O universo do sertão
(Gladir Cabral & Phill Keaggy)Varanda: Hide Player | Play in Popup
Pitaco da Meire:Quem ainda não conhece o trabalho do Gladir Cabral, não deixe de visitar o blog dele.Descobri essa canção ontem, e não canso de ouvir desde então.Gladir Cabral é uma pessoa extremamente generosa e humilde. Tenho aprendido muito com ele nos últimos meses, sua paciência e prontidão para ouvir são admiráveis. Um dos grandes poetas que temos, mas ainda não apreciado como deveria. Agradeço à Maria Claudia Reis que um dia me indicou a música "Verdade" e "Conta Comigo", foi através dela que cheguei até o meu querido professor Gladir Cabral.
Assinar:
Postagens (Atom)

Varanda: